Como nomear arquivos na clínica: o padrão que resolve
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Como nomear arquivos na clínica: o padrão que resolve

Nome de arquivo parece detalhe até o dia em que você precisa achar o exame de um paciente entre trezentos, ou descobre que mandou o caso errado ao laboratório.

Por Igor Amaral 31-05-2027 6 min de leitura
NOME CERTO PADRÃO ÚNICO

Existe um momento em que toda clínica descobre a importância disso: quando o laboratório devolve o caso dizendo que recebeu o arquivo de outro paciente. Nome de arquivo não é burocracia — é a diferença entre achar em três segundos e não achar nunca.

O padrão

SOBRENOME-Nome_aaaa-mm-dd_descricao.extensao

Exemplo: SILVA-Maria_2026-08-14_arcada-superior.stl

Por que funciona

O computador ordena por ordem alfabética. Com o sobrenome na frente, a lista fica organizada por paciente. Com a data em ano-mês-dia, os arquivos de cada paciente ficam em ordem cronológica sozinhos.

As três regras

  1. Sobrenome antes do nome"SILVA-Maria", nunca "Maria Silva". Duas Marias diferentes ficam separadas; dois Silva ficam juntos.
  2. Data em ano-mês-dia2026-08-14. Escrita ao contrário, a ordenação se perde e agosto de 2025 aparece junto de agosto de 2026.
  3. Descrição curta e específica"arcada-superior" diz mais que "arquivo". Você entende o conteúdo sem abrir.

O que evitar

O erro que custa caro

Enviar ao laboratório um arquivo chamado "novo.zip". Do outro lado, chegam dezenas de arquivos por dia. Um nome genérico é convite para o caso ser trocado — e o retrabalho é seu.

Combine com a equipe

Padrão que só você segue não é padrão. Escreva a regra num papel, cole ao lado do computador da recepção e revise na primeira semana. Depois disso, vira automático.

Antes de salvar qualquer arquivo

  • Sobrenome antes do nome
  • Data em ano-mês-dia
  • Descrição curta do que é
  • Sem espaço, sem acento, sem caractere especial
  • Versão numerada, se houver mais de uma
  • Salvo na pasta do paciente, não na área de trabalho
Do básico ao domínio do seu fluxo digital

Pare de depender dos outros para tarefas simples

STL, DICOM, os principais softwares, organização de arquivos, comunicação com laboratório e radiologia — tudo na prática, do jeito que a odontologia digital realmente funciona no dia a dia. Recebeu. Abriu. Resolveu.

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Escrito por Igor Amaral, especialista em Radiologia Odontológica com experiência prática em odontologia digital e no fluxo digital do consultório ao laboratório. Este conteúdo faz parte do material educativo do curso Informática para Dentistas.