O paciente chega com o envelope da clínica de radiologia e dentro tem um CD. Você coloca no computador — se ele ainda tiver leitor — e abre um programa esquisito, cheio de botões, que parece dos anos 2000. Ou pior: o notebook nem lê. Vamos resolver isso de uma vez.
Primeiro: o que realmente importa no CD
Dentro do CD costumam existir duas coisas: um programa visualizador que a clínica inclui e, o mais importante, a pasta com os arquivos DICOM — o exame de verdade. Todo o resto é acessório.
O valor do CD é a pasta DICOM. O programa que vem junto é opcional — e geralmente pior que um visualizador próprio.
Passo 1 — Copie o exame para o computador
Antes de qualquer coisa, tire o exame do CD. Copie a pasta inteira para a pasta do paciente no seu computador. CD risca, quebra, se perde — e aí o exame vai junto.
Passo 2 — Faça o backup na nuvem
Copiou? Suba também para a nuvem. Assim o exame sobrevive a qualquer problema com o computador. Vale a mesma regra de sempre: nunca ter só uma cópia.
Passo 3 — Abra com o seu visualizador
Em vez de depender do programa do CD, abra a pasta DICOM no visualizador que você já usa. Você navega melhor, com mais recursos, e sem depender de um software que só existe naquele disco.
E se o computador não tiver leitor de CD?
- Leitor externo USBCusta pouco, resolve para sempre e vale ter na clínica — ainda chega CD com frequência.
- Peça o link à clínica de radiologiaA maioria disponibiliza o exame para download. Muitas vezes o paciente só recebeu o CD porque não pediu de outro jeito.
- Use outro computadorCopie em uma máquina com leitor e transfira pela nuvem.
Abrir o exame direto do CD, olhar, e devolver o disco para o paciente sem copiar nada. Semanas depois você precisa rever o caso e o exame simplesmente não existe mais para você.
Checklist: exame em CD
- Copiei a pasta DICOM para a pasta do paciente
- Fiz backup na nuvem
- Abri no meu visualizador, não no programa do CD
- Tenho um leitor externo se precisar
- Não devolvi o CD antes de copiar
Pare de depender dos outros para tarefas simples
STL, DICOM, os principais softwares, organização de arquivos, comunicação com laboratório e radiologia — tudo na prática, do jeito que a odontologia digital realmente funciona no dia a dia. Recebeu. Abriu. Resolveu.
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