Escaneamento intraoral: o que fazer com o arquivo depois
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Escaneamento intraoral: o que fazer com o arquivo depois

O escaneamento terminou e gerou um arquivo. E agora? Saber o caminho que esse arquivo percorre é o que separa o fluxo digital que funciona do que trava.

Por Igor Amaral 05-10-2026 6 min de leitura
E AGORA? ESCANEAMENTO → STL

O escaneamento foi bem, a imagem ficou bonita na tela do aparelho — e aí? Muita gente para exatamente aqui: o arquivo existe, mas não se sabe onde ele foi parar, se está bom, nem o que fazer com ele. Vamos destravar esse caminho.

O que o escaneamento produz

O escâner transforma a boca do paciente em um modelo 3D — normalmente um arquivo STL. É o "molde digital": o equivalente ao gesso, só que em dado.

Guarde isto

Escaneou = você tem um arquivo, não uma foto. Esse arquivo é o que o laboratório vai usar para produzir. Cuidar dele é cuidar do caso.

Passo 1 — Confira antes de enviar

Abra o modelo e gire. Veja se a região de interesse ficou bem capturada, sem falhas ou buracos evidentes. Cinco minutos conferindo evitam dias de retrabalho com o laboratório.

Passo 2 — Salve no lugar certo

Não deixe o arquivo "solto" na pasta de downloads. Ele vai para a pasta do paciente, com nome padronizado (paciente_data_tipo) — e com uma segunda cópia na nuvem. Perder um escaneamento significa chamar o paciente de volta.

Passo 3 — Envie o que o caso exige

Aqui mora o erro mais comum. O laboratório geralmente precisa de mais de um arquivo:

Enviar só a arcada preparada é o que mais atrasa trabalho. Confirme sempre o que aquele caso específico exige.

Erro clássico

Mandar um print da tela do escâner em vez do arquivo STL. A imagem não serve para produzir nada — o laboratório precisa do modelo 3D.

Passo 4 — Envie do jeito certo

Compacte tudo em um .zip, nomeie com clareza e, se ficar pesado, use um link de nuvem em vez de aplicativo de mensagem. Assim nada se perde nem é comprimido pelo caminho.

Checklist pós-escaneamento

  • Conferi o modelo (girei e olhei a região de interesse)
  • Salvei na pasta do paciente, com nome padrão
  • Fiz backup na nuvem
  • Separei arcada, antagonista e mordida
  • Enviei o STL (não um print)
  • Compactei em .zip
Do básico ao domínio do seu fluxo digital

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Escrito por Igor Amaral, especialista em Radiologia Odontológica com experiência prática em odontologia digital e no fluxo digital do consultório ao laboratório. Este conteúdo faz parte do material educativo do curso Informática para Dentistas.