Solicitação é um documento de comunicação: você está pedindo a outra pessoa que capture uma informação específica. Quando ela sai vaga, a chance de voltar inútil é alta — e quem paga o preço é o paciente, com uma nova exposição.
1. Não dizer para que serve
"Solicito tomografia" não informa nada. O objetivo clínico orienta decisões técnicas de quem vai capturar. Escreva o que você precisa avaliar, em uma linha.
2. Região imprecisa
"Região posterior" é ambíguo. Diga o elemento ou a área exata. Ambiguidade vira campo capturado no lugar errado.
Uma boa solicitação responde a três perguntas: qual exame, qual região, para avaliar o quê. Faltando qualquer uma, o resultado vira loteria.
3. Pedir exame que não muda a conduta
Antes de solicitar, responda: o que eu faço de diferente com essa informação? Se a resposta é "nada", o exame não deveria ser pedido — é exposição sem contrapartida.
4. Ignorar exame que já existe
O paciente pode ter feito exame recente que responde à sua pergunta. Perguntar antes evita repetição — e depende de você ter os exames antigos guardados e acessíveis.
5. Pedir campo maior "por garantia"
Campo maior irradia área maior e nem sempre traz mais informação útil. O critério é a necessidade clínica, não a sensação de segurança.
6. Não combinar o formato de entrega
Se você precisa da pasta DICOM para abrir no seu visualizador, diga isso na solicitação. Receber só imagens em PDF quando você precisava navegar no volume é um retrabalho evitável com uma frase.
7. Não orientar o paciente
Ele precisa saber onde fazer, o que pedir e como te enviar o arquivo depois. Sem essa orientação, o exame demora, chega incompleto ou não chega.
Não é só o retrabalho. É uma segunda exposição do paciente, um tratamento adiado e a confiança dele na sua organização. Trinta segundos escrevendo melhor evitam tudo isso.
Antes de assinar a solicitação
- Especifiquei o tipo de exame
- Defini a região com precisão
- Escrevi o objetivo clínico
- Confirmei que a informação muda minha conduta
- Verifiquei se já existe exame recente
- Combinei o formato de entrega
- Orientei o paciente sobre onde ir e o que pedir
Pare de depender dos outros para tarefas simples
STL, DICOM, os principais softwares, organização de arquivos, comunicação com laboratório e radiologia — tudo na prática, do jeito que a odontologia digital realmente funciona no dia a dia. Recebeu. Abriu. Resolveu.
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